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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Irã confiscou o Nobel da Paz da ativista Shirin Ebadi, diz governo da Noruega

Medalha e diploma foram retirados de cofre bancario.
Governo iraniano ainda nao falou sobre a acusacao.

Da AFP, OSLO:

As autoridades iranianas confiscaram o Premio Nobel da Paz concedido em 2003 `a advogada Shirin Ebadi, denunciou nesta quinta-feira (26) o governo da Noruega, acrescentando que convocou o representante iraniano, em Oslo, para trasmitir-lhe seu protesto.
"Estamos indignados e nos distanciamos de semelhantes acoes", declarou o ministro noruegues de Relacoes Exteriores, Jonas Gahr Stoere, em comunicado.
A medalha e o diploma Nobel de Shirin Ebadi, assim como outros objetos pessoais, foram retirados de um cofre bancario.
Varios colaboradores de Shirin Ebadi, assim como seu marido, foram detidos e `as vezes sofreram maus-tratos nos ultimos meses no Iran.
O Nobel da Paz havia sido dado `a advogada iraniana "por seus esforcos em favor da democracia e dos direitos humanos" na Republica Islamica.
O Comite do Nobel tambem vai protestar contra o confisco.
Nunca uma pessoa premiada foi tratada dessa maneira. Mesmo opositores politicos como (o russo Andrei) Sakharov ou (o polones Lech) Walesa foram bem mais recebidos em seus paises", disse Geir Lundestad, secretario do Comite, evocando o Premio Nobel da Paz concedido durante a Guerra Fria.
O Ministerio de Relacoes Exteriores do Ira ainda nao falou sobre o assunto.

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Ahmadinejad, Lula e Obama


Esta semana o Brasil recebeu uma visita ilustre, para poucos, mas que se tornou um dos temas mais comentados da semana.

O Presidente "eleito" iraniano, Sr. Mahmoud Ahmadinejad realizou a primeira visita de um presidente iraniano ao Brasil nos ultimos 44 anos, e foi recebido por grandes manifestos nas principais cidades do pais, trantando principalmente sobre a questao critica e catastrofica dos direitos humanos na Republica Islamica do Iran.
Os jornais daqui dos Estados Unidos tambem nao deixaram de comentar e aproveitaram, com por exemplo o N.Y.Times, para falar sobre a carta do Presidente Sr. Barack Obama, reiterando sua posicao quanto ao programa nuclear iraniano, ja' que o Brasil "supostamente" continua a apoiar o mesmo, e claro, para fazer "aquela" vista grossa em cima do nosso "Filho do Brasil".
Ja' o Econimist diz que o Presidente iraniano esta tentando se "aconchegar" na America Latina, exclarecendo de uma vez por todas que esta visita ao Brasil, Bolivia e Venezuela, de uma so' vez nao foi por questoes economicas, e sim o velho dito, "Matar dois coelhos numa cajadada so", neste caso, 3.
A questao e' que o Brasil vem se mostrando mais preocupado com a questao de manter a nova posicao de uma possivel grande e futura pontecia mundial, fingindo nao ouvir a opiniao internacional e dando prosseguimento as suas polemicas relacoes, do que realmente seguir a vontade do povo brasileiro e "botar a cara" para reprovar aqueles governos que nao mantem suas palavras perante a Organizacao das Nacoes Unidas e o resto do Mundo. Como ja' nao fosse o bastante a embaixada brasileira escoltar o Presidente deposto do governo hondurenho, Sr. Zelaya, agora o governo brasileiro tras para casa um "Presidente" que vem sendo criticado por quase todas as organizacoes internacionais de direitos humanos e pela ONU, por uma serie de graves violacoes que diz respeito nao apenas aos seus proprios cidadaos iranianos, mas sim todos aqueles paises signatarios da Declaracao Universal dos Direitos Humanos.
Mas atencao, atencao! Se o Sr. "Filho do Brasil" continuar tratando seu "pai" como uma indestrutivel potencia, como vem parecendo, nossas relacoes internacionais entraram por agua a baixo e tudo que nos restara' sera' esconder atras de "Presidentes" criminiosos como aquele que acabou de pisar sob o nosso tapete vermelho e usar o quarto de visitas.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Senador Geraldo Mesquita diz que politica exterior deve se manter firme na defesa dos direitos humanos

Para os amigos que nao tiveram a oportunidade de assistir ao vivo, aqui esta o video com a parte onde o Senador Geraldo Mesquita faz a observacao de que o julgamento, dos sete baha'is presos no "iran", foi adiado por conta da pressao internacional...

Assista:

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Ofício ao Procurador Geral do Irã


Tradução


4 de março 2009.


Ayatollah Qorban-Ali Dorri-Najafabadi

Procurador Geral

República Islâmica do Irã


Excelência,

Vosso recente anúncio a respeito dos assuntos administrativos dos bahá’ís no Irã levou à arena do debate público assuntos que afetam não somente a segurança e o sustento dos membros daquela comunidade, mas também tem profundas implicações quanto ao futuro de todo cidadão desta apreciada nação. As providências que foram tomadas para estabelecer a resposta da comunidade bahá’í iraniana ao vosso anúncio certamente já vos foram comunicadas. Os Yaran e os Khademin, os pequenos grupos que têm se encarregado das necessidades espirituais e sociais das várias centenas de milhares de bahá’ís do Irã, o primeiro no nível nacional e este último no nível local, expressaram sua disposição de encerrar seu funcionamento coletivo. Esta decisão foi tomada tão somente para demonstrar, uma vez mais, a boa vontade que os bahá’ís têm evidenciado, consistentemente, ao governo da República Islâmica do Irã no decorrer dos últimos trinta anos.


A Casa Universal de Justiça nos assegurou que a interrupção do funcionamento destes grupos não necessita ser vista como uma causa de preocupação. Não há dúvida nas mentes dos milhões de bahá’ís residindo em, virtualmente, todos os países ao redor do mundo – nem nas mentes de muitos outros que estão observando esses eventos com imparcialidade e que estão cientes do desenvolvimento histórico da Fé – que os bahá’ís no Irã encontrarão formas de administrar a vida espiritual de sua comunidade, assim como eles têm feito por gerações no decorrer dos últimos cento e sessenta e cinco anos de perseguição. Entretanto, dada a gravidade das acusações levantadas contra os Yaran e os Khademin, nos sentimos na obrigação, como representantes junto às Nações Unidas de cento e setenta e nove Assembléias Espirituais Nacionais em todo o planeta, de trazer a vossa atenção, em uma carta aberta, certos pontos fundamentais e solicitar que Vossa Excelência os examine com o senso de imparcialidade que merecem.


Com referência ao Artigo 20 da Constituição da República Islâmica do Irã, relativo aos direitos de seus cidadãos, assim como o Artigo 23, que se relaciona à liberdade de crença, Vossa Excelência declarou: “Aderência a um princípio ou crença é livre [para qualquer pessoa], porém expressá-lo e proclamá-lo abertamente, a fim de desviar os pensamentos de outros, manipular, dissimular, disseminar [idéias], e de qualquer outro modo tentar enganar e confundir as pessoas não será permissível.” Tal declaração testa ao extremo a credulidade. É amplamente reconhecido que declarações similares têm sido usadas por regimes repressivos através dos séculos para justificar a supressão arbitrária da consciência e crença. A sugestão de que é possível separar as convicções tidas por um indivíduo de sua expressão em palavras e ação, inicia uma linha de raciocínio inteiramente falsa. Para ver seu despropósito, necessitamos tão somente nos perguntar o que significa ter fé, se esta não for conscientemente manifestada em nossas relações com os outros. Qualificar o argumento, sugerindo que apenas aquelas expressões de crença que provocam desvio nos pensamentos de outros são objetáveis, pode parecer razoável à primeira vista. Na realidade, naturalmente, é um meio de conferir permissão àqueles em posição de autoridade para suprimir quem quer que desejem, pois deixa aberta a possibilidade de rotular qualquer ação ou comentário que não seja de seu agrado como um motivo de desvio do pensamento de outros. Em todo caso, o histórico dos bahá’ís do Irã é claro nesse sentido. Eles nunca buscaram causar tal desvio, nem tentaram enganar ou confundir as pessoas. Visto que Vossa Excelência, no contexto dos artigos relacionados aos direitos dos cidadãos iranianos, levantou a questão da liberdade de crença, podemos apenas, conhecendo muito bem o histórico bahá’í, assumir que Vossa Excelência tenha decidido cercear o funcionamento dos Yaran e dos Khademin como uma condição para conceder aos bahá’ís pelo menos alguns dos direitos que lhes têm sido negados ao longo dos últimos trinta anos.


Os fatos da questão são, naturalmente, bem conhecidos por Vossa Excelência:


  • Depois da revolução islâmica em 1979, os bahá’ís do Irã, que por muito tempo haviam sido as vítimas de rompantes periódicos de violência, tendo as últimas séries sido instigadas pela notória SAVAK, foram sujeitados a uma nova onda de perseguição.
  • Em agosto de 1980 todos os nove membros da Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Irã – um conselho nacional cuja eleição e funcionamento estão prescritos nos ensinamentos bahá’ís e que forma parte da estrutura administrativa bahá’í em todos os países – foram sequestrados e desapareceram sem deixar vestígios. Sem dúvidas foram executados.
  • Membros subsequentemente eleitos para esse conselho, assim como um grande número de indivíduos de influência na comunidade bahá’í, incluindo diversos membros de Assembleias Espirituais Locais – conselhos funcionando no nível local – foram executados pelo governo nos anos imediatamente seguintes.
  • Em resposta ao anúncio feito pelo Procurador Geral do Irã em 1983, requerendo o desmantelamento da estrutura administrativa bahá’í, a Assembleia Espiritual Nacional do Irã se autodissolveu, assim como o restante da estrutura administrativa no país, como uma demonstração de boa vontade para com o governo.
  • Subsequentemente, arranjos ad hoc foram feitos para atender as necessidades espirituais e sociais dos 300.000 bahá’ís no Irã, através da formação dos Yaran no nível nacional e dos Khademin no nível local.
  • Por uns vinte anos, as agências governamentais tiveram contato regular com os Yaran e os Khademin – algumas vezes amigavelmente e outras vezes na forma de interrogatórios inaceitavelmente longos e agressivos – consultaram com seus membros e estavam inteiramente cientes de suas atividades. A possibilidade de algum grau de diálogo entre os bahá’ís e as agências do governo parecia estar emergindo.
  • Durante o mesmo período, entretanto, um memorando de 1991, assinado pelo Hujjatu’l Islam Seyyed Mohammad Golpaygani, então Secretário do Supremo Conselho Cultural Revolucionário Iraniano, veio à luz. O memorando demandava que o “progresso e desenvolvimento” dos bahá’ís no Irã fossem “bloqueados”, através de uma série de medidas específicas que nele eram advogadas, e requeria um plano “para confrontar e destruir suas raízes culturais fora do país.”
  • Embora o assédio e tratamento cruel dos bahá’ís durante esse período continuassem sem interrupção, foram elevados nos anos recentes a novos níveis de intensidade na medida em que certos elementos, historicamente determinados a lograr a destruição da comunidade bahá’í, vieram a ter crescente influência nos assuntos do país.
  • A campanha oficial para difamar o nome da Fé através dos meios de comunicação – através de artigos de jornal e Web sites, através de programas de rádio e televisão, e de filmes – avolumou-se ao redor de 2005 e prossegue inalterada até os dias de hoje. Pouca dúvida resta de que passos sistemáticos estão sendo dados para levar a cabo as provisões estabelecidas no memorando de 1991.
  • Em março de 2006 veio a atenção do Relator Especial das Nações Unidas para liberdade de religião e crença, uma carta confidencial do quartel-general militar iraniano, datada de 29 de outubro de 2005, pedindo à várias agências de inteligência e organizações policiais, além da Guarda Revolucionária, para identificar e monitorar os bahá’ís através do país, o que levantou grande preocupação através do mundo quanto à segurança dos bahá’ís.
  • Por mais de duas décadas jovens bahá’ís foram impedidos de entrar na universidade dado um processo de inscrição que requeria que negassem sua fé. Ainda que uma modificação no processo, alcançada através de pressão pública mundial, permitisse que algumas centenas se matriculassem no início do ano acadêmico de 2006-2007, suas esperanças de conseguirem uma educação superior foi rapidamente destruída. Naquele mesmo ano, o Ministério da Ciência, Pesquisa e Tecnologia emitiu uma carta a oitenta e uma universidades, instruindo-as a expulsar qualquer estudante que fosse reconhecido como um bahá’í.
  • A carta acima citada foi seguida por outra, em abril de 2007, de parte da Força de Segurança e Inteligência Pública, restringindo o envolvimento dos bahá’ís, já impedidos de emprego no setor público, em cerca de vinte tipos de negócios. O documento reforçou os continuados esforços para estrangular a vida econômica da comunidade bahá’í.
  • Nestes últimos anos, o número de bahá’ís arbitrariamente detidos sofreu uma escalada; elevou-se o confisco de propriedades bahá’ís particulares; aumentaram os ataques às casas bahá’ís; proliferaram os atos de incêndios criminosos de propriedades bahá’ís; espalhou-se a profanação e destruição de cemitérios bahá’ís; cresceu o número de lojas de propriedade de bahá’ís que foram lacradas; multiplicaram-se as recusas de empréstimos bancários e de alvarás de negócios para bahá’ís; intensificaram-se os assédios a inquilinos bahá’ís por parte de locadores; avolumaram-se as ameaças à concidadãos que se associam com os bahá’ís; e tem crescido o aviltamento de crianças bahá’ís em suas salas de aula por professores. Que tais atos têm sido sistematicamente orquestrados, cidade após cidade, é algo inquestionável.
  • Então, no último ano, os sete membros dos Yaran foram aprisionados, um deles em março e os outros seis em maio. Por algum tempo eles foram mantidos em confinamento solitário e lhes foi negado o acesso as suas famílias. Ainda que finalmente membros da família tivessem permissão para breves visitas, sob estrita vigilância, os prisioneiros ainda não tiveram acesso à aconselhamento legal. As condições de seu encarceramento têm variado em nível de severidade através do transcurso dos últimos meses, com cinco membros masculinos, em certa ocasião, confinados em uma cela que media não mais que dez metros quadrados, sem cama.
  • Finalmente, após uns nove meses de aprisionamento, durante os quais não foi possível encontrar a menor prova associando os membros dos Yaran a quaisquer delitos, foram eles acusados de “espionagem em favor de Israel, de insultar sentimentos religiosos e de propaganda contra a República Islâmica,” e foi anunciado que seu caso seria em breve submetido ao tribunal, com um pedido de indiciação.
  • Esse anúncio foi seguido, quase que imediatamente, por reportagens noticiosas indicando ter escrito Vossa Excelência ao Ministro da Inteligência, tendo declarado ser ilegal a existência no Irã dos Yaran e dos Khademin, ao mesmo tempo em que questionava o direito constitucional dos cidadãos iranianos à liberdade de crença. Em seguida Vossa Excelência fez um anúncio oficial nesse sentido.

*

Excelência, os eventos dos anos recentes e a natureza das acusações feitas, suscitam questionamentos na mente de todo observador imparcial em relação ao propósito detrás da sistemática perpetração de injustiças contra os bahá’ís do Irã. Ainda que possa ter havido algum equívoco a respeito dos motivos da comunidade bahá’í, durante os turbulentos dias iniciais da revolução, como podem tais suspeitas persistirem hoje? Será que qualquer membro do estimado governo do Irã, verdadeiramente acredita nas falsas acusações que têm sido perpetuadas a respeito dos bahá’ís naquele país? Não são os seguintes fatos bem conhecidos das autoridades nos vários setores do governo?


  • Em qualquer país em que residam, os bahá’ís se esforçam para promover o bem estar da sociedade. Eles são instados a trabalhar, lado a lado, com seus compatriotas na promoção do companheirismo e unidade, e em estabelecer a paz e a justiça. Eles procuram preservar seus próprios direitos, assim como os direitos de outros, através de quaisquer meios legais que estejam à sua disposição, conduzindo-se sempre com honestidade e integridade. Eles se abstêm de conflito e dissensão. Eles evitam a disputa pelo poder temporal.
  • É um princípio fundamental da Fé Bahá’í que seus seguidores se abstenham rigorosamente de envolvimento em qualquer atividade política partidária, seja ela de caráter local, nacional ou internacional. Os bahá’ís consideram o governo como um sistema para a manutenção do bem- estar e progresso ordeiro da sociedade humana, e obediência às leis do país é uma característica distintiva de suas crenças.
  • Tomar qualquer ação, em propositada violação do compromisso de fidelidade ao seu próprio país, é explicitamente proscrito nas Escrituras da Fé Bahá’í. A aderência a esse princípio foi amplamente demonstrada por bahá’ís em todas as partes.
  • A estrutura administrativa bahá’í, que se encontra estabelecida mundialmente em mais de cento e oitenta países, é um meio para canalizar as energias dos bahá’ís para o serviço ao bem comum e organizar os assuntos religiosos e sociais da própria comunidade bahá’í. Para os bahá’ís, esse conceito de forma alguma implica na existência de uma agenda política ou qualquer tipo de interferência nos assuntos do governo.
  • Em decorrência dos sucessivos exílios impostos a Bahá’u’lláh em meados do século dezenove pelo governo persa e otomano, a sede internacional da Fé Bahá’í se encontra localizada dentro das fronteiras do atual Israel. Exilado da Pérsia, Seu país nativo, Bahá’u’lláh foi enviado à Bagdá, Constantinopla e Adrianópolis, e, finalmente, em 1868 para a cidade prisão de Acre, oitenta anos antes do estabelecimento do Estado de Israel, onde Ele, finalmente, veio a falecer em 1892. É inteiramente natural – e um fato amplamente estabelecido – que os bahá’ís em todas as partes do mundo estejam hoje em dia em contato com a sede internacional de sua Fé a respeito de seus assuntos individuais e coletivos.
  • Os bahá’ís têm o mais elevado respeito por todas as religiões. Nossas Escrituras se referem ao Islã como “a abençoada e luminosa religião de Deus” e ao Profeta Muhammad como “a lâmpada refulgente da suprema condição de Profeta,” “o Senhor da criação” e “o Sol do mundo,” Aquele que “através da vontade de Deus, brilhou do horizonte de Hijaz.” A posição do Imame Ali é descrita em termos tais como “a lua do céu do conhecimento e compreensão” e “o soberano da corte do conhecimento e sabedoria.” Na Epístola da Visitação, revelada pelo próprio Bahá’u’lláh para o Imame Husayn, Ele se refere aquele como “o orgulho dos mártires” e “o sol da renúncia brilhando do horizonte da criação.”
  • Os bahá’ís são exortados a demonstrar um elevado senso de retidão moral em suas atividades, castidade em suas vidas individuais, e de estarem completamente livres de qualquer preconceito ao tratar com pessoas de todas as raças, classes e credos.

*


Excelência, à luz desses fatos, plenamente demonstrados, é difícil compreender como palavras tais como “manipulador” e “enganador,” “perigoso” e “ameaçador” possam ser aplicadas às atividades bahá’ís no Irã. Considera Vossa Excelência, como perigosos, os esforços de um grupo de pessoas jovens que, a partir de um senso de obrigação para com seus concidadãos, trabalham com jovens de famílias de baixa renda para melhorar suas aptidões matemáticas e de linguagem, e desenvolver suas habilidades para desempenhar um papel construtivo no progresso de sua nação? Seria um perigo para a sociedade que os bahá’ís discutam com seus vizinhos ideais nobres e magnânimos, reforçando a convicção que a melhora do mundo será alcançada através de ações puras e boas, de conduta louvável e digna? De que forma é manipulador se um casal, na privacidade de seu lar, falar com uns poucos amigos, que se encontram confusos com a descrição dos bahá’ís nos meios de comunicação em massa, e compartilhar com eles a verdadeira natureza de suas crenças, que giram ao redor de tais verdades fundamentais como a unicidade de Deus e a unicidade da humanidade? Que má fé existe se uma criança na escola, após ter escutado referências em linguagem ofensiva ao Fundador de sua Fé, a Quem ela tanto ama, que ela educadamente levante sua mão e solicite permissão para explicar a seus companheiros de classe alguns dos ensinamentos que ela segue? Que tão enganador é, se uma pessoa jovem, comprometida com a aquisição de conhecimento e em aprender, demanda das autoridades o direito de entrar na universidade sem ter que mentir a respeito de sua fé? Que mal ocorre se diversas famílias se reúnem periodicamente para adoração comunal e para discussão de assuntos que dizem respeito a todas elas? Dado que a alma humana não tenha sexo, é tão alarmante que alguém expresse o ponto de vista que homens e mulheres são iguais aos olhos de Deus e devam ser capazes de trabalhar ombro a ombro em todos os campos do empreendimento humano? E é tão pouco razoável que um pequeno grupo de pessoas, na ausência de estruturas administrativas prescritas em seus ensinamentos, facilite o casamento de casais jovens, a educação de crianças e o sepultamento dos mortos em conformidade com os princípios de sua Fé?


Esses são tão somente uns poucos exemplos dos diversos empreendimentos em função dos quais os bahá’ís do Irã estão sendo tão dolorosamente perseguidos. É o direito de se engajar em tais atividades que lhes têm sido negado por trinta anos.


Excelência, muitas vezes durante esses vinte anos foi dito por funcionários do governo aos Yaran e aos Khademin que eles estavam, de fato, protegendo a comunidade bahá’í daqueles que consideram seus membros como um elemento negativo na sociedade. É verdade que em qualquer população possa existir uma pequena parte que, sucumbindo às forças do ódio e inimizade, pode ser incitada a realizar atos de crueldade e opressão. Porém, essencialmente, nossa visão do povo iraniano não corresponde àquela projetada por tais funcionários governamentais. Mentalidade tacanha e mesquinhez, não são qualidades que nós lhes atribuímos. Ao contrário, vemos o firme compromisso para com a justiça demonstrado pelos cidadãos de uma cidade, os quais peticionaram o governo quando diversas lojas de propriedade de bahá’ís foram fechadas sem razão. Vemos a lealdade demonstrada pelos jovens músicos que recusaram se apresentar quando outro grupo integrado por bahá’ís foi proibido de tocar em um recital. Vemos a coragem e tenacidade dos estudantes universitários que estavam prontos para preparar uma petição e abster-se de participar nos exames que seus colegas bahá’ís foram impedidos de fazer. Vemos a compaixão e generosidade de espírito demonstrada pelos vizinhos de uma família, cuja casa havia sido atacada com um trator, em suas expressões de simpatia e apoio, oferecidas a qualquer hora da noite, e seus apelos por justiça e reparação. E ouvimos, nas vozes levantadas por tantos iranianos em defesa de seus compatriotas bahá’ís, ecos do glorioso passado de seu país. O que não podemos deixar de notar – e em nossos corações somos-lhes muito gratos – é que a maioria daqueles declarando apoio à assediada comunidade bahá’í estão, eles próprios, sofrendo opressão similar, como estudantes e acadêmicos, jornalistas e ativistas sociais, artistas e poetas, pensadores progressistas e defensores dos direitos da mulher, e mesmo como cidadãos comuns.


Excelência, as decisões que deverão ser tomadas nos próximos dias pelo judiciário no Irã, terão implicações que se estendem muito além da comunidade bahá’í naquele país – o que está em jogo é a própria causa da liberdade de consciência para todos os povos de vossa nação. É nossa esperança, pela santidade do Islã e a honra do Irã, que o judiciário será justo em seu julgamento.


Respeitosamente,

Comunidade Internacional Bahá’í


cc: Missão Permanente da República Islâmica do Irã junto as Nações Unidas

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A diplomacia terá sabedoria?

Como a maioria de vocês já devem saber, relatórios publicados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto de Medicina Forense de Zurique (maior cidade da Suiça), a gravidez da advogada brasileira de 26 anos, Paula Oliveira, pode ter sido uma farsa, já que no momento da agressão, supostamente causada por skinheads, a mesma não se encontrava grávida, como até o momento a própria vítima alega à polícia e à imprensa.

A polícia então cogita a possibilidade de uma autoflagelação. A família acha a hipótese um absurdo e diz que, “a situação deve ser vista com cuidado”, já com ar de preconceito da própria família por pertencerem a um país subdesenvolvido.

Posso estar me precipitando, mas o que aparenta para mim é que a brasileira, sem saber como avisar a família ou até mesmo seu noivo - que cometera aborto - criou uma história de que teria sido atacada por xenófobos que teriam percebido que ela seria uma latina e que após os ataques haveria perdido o bebe.

Infelizmente, é possível que esta versão que lhes apresento seja verídica, já que a ciência provou que ela não estava grávida no momento dos acontecimentos.

Mas a bagunça não acaba por ai, pois grande parte do mundo ainda se encontra fechado para o conceito de um só mundo, um só povo, e acontecimentos como este acaba aumentando o patriotismo e o preconceito entre os diferentes povos. Neste caso, o povo brasileiro para com o povo suíço e vice e versa.

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OBS.: Reparem a letra "S" da sigla SVP, ela aparece invertida. 

Reparem que a foto não poderia estar invertida, pois caso contrário o "P" ficaria para o outro lado.

Será que os skinheads esqueceram como se escreve a sigla que eles próprios carregam?

domingo, 30 de novembro de 2008

BLOGAGEM COLETIVA PELOS DIREITOS HUMANOS

Fonte do Artigo: http://fenixadeternum.blogspot.com/

Muito obrigado SAM!!!

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Declaração Universal que, em poucos dias, celebrará o seu60º aniversárioprevê que nenhum ser humano será discriminado com base em género sexual, etnia, ideologia, orientação, ou qualquer outro atributo pessoal ou social. A separação entre negros e brancos, nacionais e estrangeiros, homens e mulheres, pobres e ricos, teístas e ateístas, esquerdas e direitas servem como instrumentos que amputam uma parte da humanidade.

Como um corpo único, estamos todos interligados, unidos, conectos seja através de uma força cósmica, um Deus uno, ou um planeta em sofrimento. Somos uma Humanidade que reside num país chamado Terra.

Por isso, este ano, tal como ocorreu no ano passado, bloggers de língua portuguesa são convidados a participar numa campanha de Blogagem Coletiva pelos Direitos Humanos, este ano a campanha seráPARA TODOS NÓS! Pois todos nós, juntos fazemos a Humanidade!

Aliás Dignidade e Justiça para todos nós! é o slogan doaniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pelo que os selos, que em mui breve estarão disponíveis, refletirão esse mesmo espírito.

Por isso, divulgue a campanha. A luta, simbolicamente, começa hoje, novamente, mas não pode terminar! Estamos nesta, unidos, peladignidade, pela justiçapara todos nós!

Dia 10 de Dezembro, unidos.


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É isso ai meus amigos, vamos participar desta campanha e fazer com que os direitos humanos estejam na boca do povo no próximo dia 10, e que a partir de então, passemos a viver os direitos humanos!!!

Abraços,
Renê Couto.

sábado, 15 de novembro de 2008

Aquecimento Global X Crise Econômica


Há poucos dias, estive no meio de pessoas pra lá de interessantes para participar de um debate sobre governança, ciência e religião. Entre elas, estava o Secretário do Meio-ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, pessoa simpática que transmite tranqüilidade a todo o momento.

Durante alguns minutos, conversamos sobre o grau de importância que a sociedade dá para alguns fatos da vida. Como por exemplo, a situação do Aquecimento Global e esta Crise Econômica. Foi uma conversa muito interessante, que da o ponta pé inicial quando Eduardo Jorge faz uma analogia futebolística – afinal, não é só o Presidente Lula que gosta de futebol.

Ele compara o Aquecimento Global com um time brasileiro da primeira divisão, como por exemplo, São Paulo ou Flamengo. A Crise Econômica é comparada com um time da segunda divisão, como o Corinthians – que para a alegria de seus torcedores, já tem vaga garantida no ano que vem na “primeirona”.

O interessante da analogia, é que ao observarmos o comportamento das redes emissoras de televisão, em muitos momentos, elas optaram por transmitir aos jogos do Corinthians (segunda divisão), ao invés de jogos do São Paulo, Flamengo, Botafogo ou Atlético Mineiro (primeira divisão). As emissoras – que pode ser comparado com esta sociedade – davam e dão mais importância para aqueles que merecem menos prestigio que aqueles que deveriam estar sendo paparicados por estarem em um patamar com elevada importância.

A questão, é que esta emissora, acompanha aquilo que lhe dará um retorno a curto prazo, ou seja, mais rápido. É justamente por isso, que as principais emissoras de TV, transmitem jogos do Corinthians, que hoje se classifica entre os dois ou três clubes de futebol com maior número de torcedores no país.

E por ai, começamos a lembrar aquela famosa frase (que a propósito, estou à procura do autor):

“Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come!”

Esta é sem dúvida uma grande verdade, e que querendo ou não, se continuarem apostando nos jogos da segunda divisão, alguém, ou todos, haverão de “pagar o pato”.

Um forte abraço aos queridos leitores.

sábado, 1 de novembro de 2008

Uma animação de partir o coração...

Para quem ainda não teve a oportunidade de conferir a animação Persepolis 2, legendado em português, ai está:



Para aqueles que quiserem mais informações sobre a situação da Comunidade Bahá'í do Irã, pode acessar o site, Baha'i News (inglês) ou Secretaria Nacional para Assuntos Externos (Comunidade Bahá'í do Brasil).

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Anna Pata, Anna Yan (Nossa Terra, Nossa Mãe)


Qualquer jornal brasileiro que abrirmos hoje, terá algum artigo que se refere à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

E como qualquer moeda, temos ai os dois lados. Aqueles que ficam com a cara, e aqueles que ficam com a coroa. Eis ai onde surge toda a polêmica!

Li e vi várias entrevistas e artigos publicados sobre o assunto, para ficar por dentro do que está acontecendo, pois assumo que antes de ser divulgada a operação APATAKON 3, o Renê aqui não tinha noção da tamanha bagunça que estão fazendo com algo tão simples, e acima de tudo, constitucional.

Vamos refrescar a memória:

- em 1998 o Ministério da Justiça publica a Portaria nº820, que declara posse permanente indígena a terra indígena Raposa Serra do Sol;

- em 1999 a reserva passou a ser alvo de contestação judicial entre o Estado de Roraima e a União. O Ministério Público Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que se declarasse competente para julgar as ações de fazendeiros locais contra a portaria nº820 de 1998;

- em 2005 o presidente Lula assina o decreto que homologa de forma contínua a terra indígena Raposa Serra do Sol. No mês de abril, o STF indefere as ações dos fazendeiros locais contra a portaria nº820. Um arrozeiro é condenado a 12 meses de prisão por agredir um oficial de Justiça encarregado de citá-lo em processo de desocupação de área indígena;

- em 2006 o STF manteve o decreto sobre a demarcação por unanimidade;

- em 2007 o STF determinou a desocupação da reserva indígena Raposa Serra do Sol por parte dos não-índios. Em setembro líderes indígenas da reserva assinaram a carta-compromisso para evitar conflitos na região. No final do ano, os rizicultores pediram ao Ministério da Justiça que esperasse a colheita da safra do arroz para deixarem a reserva. O requerimento foi aprovado. Após a safra, os rizicultores não se retiraram. Foram pedidas duas suspensões da portaria nº820, mas ambas foram negadas.

- em 2008 a procuradoria da República encaminhou a recomendação ao Ministério da Justiça para que promovam a imediata retirada dos ocupantes não-indígenas da área. Em abril, o STF suspende qualquer operação para retirar os não-índios da reserva, impedindo que a Polícia Federal continue a Operação UPATAKON 3.

E hoje, deu início a um novo julgamento contra a demarcação contínua da reserva.

Ao contrário do que alguns dizem, não concordo que a contínua demarcação irá ferir os direitos dos não-índios, pois a Constituição defende que as terras ocupadas por não-índios são indígenas.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL de 1988 – Capítulo VIII – DOS ÍNDIOS:
Art. 231: São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. (...)
Ai vem o alto escalão militar para dizer: “É, mas a reserva situasse na fronteira, e isto é um perigo para a soberania nacional!”

É realmente triste ouvir comentários assim, enquanto todos os dias, traficantes de drogas e armas violam a fronteira nacional e o alto escalão militar procura encrencar logo com as tribos indígenas que não só defendem suas terras com seus guerreiros, mas também defendem as florestas e savanas da região.

Além do mais, a reserva ainda é da União, e as forças armadas podem agir dentro da área quando se fizer necessário.

Então, aparece o legítimo cidadão e diz: “A Constituição está privilegiando os índios!”

Ai acrescento:
As mulheres também né!? As mulheres contam com a Lei Maria da Penha e os homens não...eai? Nunca parou para pensar o porquê de existir uma lei que defende as mulheres? Nunca parou para pensar o porquê de existir uma lei para defender os direitos de preservar terras indígenas?
A Constituição não dá privilégios...ela da direitos! Direito baseado na necessidade de cada um. As mulheres necessitam desses direitos na questão da agressão...o pobre, na questão econômica, o índio, na questão cultural, e assim por diante.

“ah, mas é muita terra pra pouco índio!”
Depois de lhe oferecer um sorriso eu diria:
A reserva indígena Yanomami é simplesmente seis vezes maior que a reserva Raposa Serra do Sol e ninguém fala mais nada. Se pararmos para analisar o povo que está ocupando a demarcação, lembraremos que eles precisam desta terra para retirar seu próprio alimento, seu remédio, o material para construir suas casas e canoas, materiais para construção de armas, construção dos enfeites para rituais religiosos, e diversas outras coisas que não me vem a cabeça agora.
Essa área está ocupada pelos índios...não é uma terra vazia.

Mas se todos esses comentários não bastam, então ótimo, vamos fazer uma reforma geral!

Mas vamos caprichar, pois tem muita mansão pra pouco branco!